Pular para o conteúdo
Início » Veja 5 consequências do desmatamento de florestas

Veja 5 consequências do desmatamento de florestas

deloitte.jpg

Entre 2015 e 2016, foi registrado um aumento de 57,7% do desmatamento das regiões de Mata Atlântica no Brasil em relação ao período anterior (2014-2015). Os dados da Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que um total de 290 km² de áreas foram desmatadas, o equivalente a aproximadamente 29 campos de futebol distribuídos entre 17 Estados brasileiros. Se pensarmos nos outros biomas e locais como a Floresta Amazônica e o Cerrado, esses números só crescem.

Quais as principais causas do desmatamento?

A problemática do desmatamento tem reflexos ambientais, sociais e econômicos. Se você pensar bem, o local que você está agora, para que fosse construído, antes deu lugar a uma vegetação que foi desmatada. As causas mais comuns de desmatamento estão ligadas a exploração dos recursos ambientais, como a madeira e minérios, para depois servir como local de cultivo agropecuário. Em outras situações o desmatamento pode ser provocado pelas queimadas ou visa a urbanização do espaço.

Independente do objetivo, o ato de desmatar sempre terá consequências. Veja cinco delas:

1 Alteração no microclima da região

As áreas de floresta, através da vegetação, absorvem grande quantidade da energia solar para fotossíntese e evapotranspiração. Uma vez desmatada, o calor passa a se propagar com mais intensidade para a atmosfera por conta da maior exposição do solo. Isso faz com o que o microclima da região seja alterado. Refletindo, por exemplo, na quantidade de chuvas. A cidade de São Paulo, conhecida inicialmente como “terra da garoa” ilustra bem essa situação. Devido a sua urbanização, o local que possuía poucas chuvas passa a ter precipitações pluviométricas mais intensas, provocando as enchentes.

2 Perda de biodiversidade

Locais de habitat de várias espécies, as florestas conservam a biodiversidade. O desmatamento provoca a morte de diversos animais e põe fim em diferentes tipos de vegetação. A Mata Atlântica abriga 20 mil espécies de plantas e mais de duas mil espécies de animais, algumas endêmica, ou seja, só existem nesse espaço. De acordo com o Sistema Ambiental Paulista, cerca de 400 animais e 200 espécies de plantas estão em ameaça de extinção na Mata Atlântica.

3 Genocídio e etnocídio dos povos indígenas

O avanço do desmatamento em regiões de floresta influencia na questão da demarcação de terras indígenas. Esses povos originários possuem ligação social e ritualística com os locais onde residem. Tomar esses territórios para desmatamento e uso comercial não pode ser considerado só um fator de realocação, mas um atentado cultural. Para expulsar essa população, muitos indígenas são mortos. Toda essa situação parte da construção de um imaginário racista, onde o indígena tido como preguiçoso ocupa um lugar que poderia estar sendo explorado para gerar capital

4 Erosão do solo

Pela falta de vegetação após o desmatamento, o solo fica mais exposto a agentes erosivos, ou seja, que o degradam lentamente, como a água das chuvas e dos rios. A erosão acaba provocando o desagregamento do solo, empobrecendo a quantidade de nutrientes e, por consequência, fazendo com que ele seja impróprio para a agricultura.

5 Desertificação e arenização

Por conta dos fatores erosivos apresentados no tópico anterior, em regiões áridas e semiáridas, que possuem poucas chuvas e pouca umidade, é possível observar o processo de desertificação. Em locais úmidos com com solos arenosos acontece a arenização, formação de bancos de areia sobre o solo.

A longo prazo e com proporções globais, o desmatamento através das queimadas ainda contribui para o aumento de gás carbônico na atmosfera. Gás este que é um dos principais fatores para a ampliação do efeito estufa e consequentemente do aquecimento global.

Gostou das informações? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários!

Fonte: